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O que é o Quanty

O Quanty é um software brasileiro de orçamento de obras. Ele serve tanto para a empresa que contrata quanto para a que constrói — e leva o orçamento da planilha em branco até o preço com BDI, passando pelas composições de custo e, se você tiver, pelo modelo BIM.

Atualizado em 22 de setembro de 2026 · Leitura de 8 minutos

Nesta página
  1. Em uma frase
  2. Para quem serve
  3. Como um orçamento se organiza
  4. Composições e insumos
  5. Do custo ao preço: o BDI
  6. A Curva ABC
  7. Bases de composições
  8. Quantitativos do modelo BIM
  9. Equipe, marca e rastro
  10. O que sai dali
  11. Por onde começar

1. Em uma frase

O Quanty responde quanto custa uma obra e por quê — com o custo aberto insumo a insumo, de modo que cada número da proposta possa ser defendido numa reunião.

Funciona no navegador, em português, com os dados na nuvem. Não há instalação, e a equipe trabalha no mesmo acervo de orçamentos.

2. Para quem serve

O Quanty foi feito para quem orça obra e serviço de engenharia — e atende os dois lados do contrato:

  • Quem constrói monta a proposta: levanta quantidades, escolhe as composições, aplica o BDI e entrega um preço que sustenta análise.
  • Quem contrata monta o orçamento de referência com a base da própria empresa, e usa a mesma estrutura para conferir o que recebe dos fornecedores.

Na prática, é o orçamentista, o engenheiro de custos e o coordenador de contratos que vivem dentro dele.

3. Como um orçamento se organiza

Ao entrar você cai em Meus Orçamentos. Cada orçamento é uma obra, uma proposta ou um cenário — e pode receber rótulos para você achar depois.

Dentro de um orçamento, o trabalho se divide em quatro abas:

AbaPara que serve
PlanilhaO orçamento em si: serviços, quantidades, custo e preço.
Curva ABCOs insumos ordenados por peso no custo — onde o dinheiro está.
BDIA composição do BDI que transforma custo em preço.
BIMOs modelos IFC e as memórias de cálculo que alimentam as quantidades.

A hierarquia da planilha

As linhas se aninham em níveis, formando a estrutura do orçamento. Duas palavras dão conta de explicar:

Linha agrupadora
Tem linhas abaixo dela. Você não digita valor numa agrupadora: ela soma as filhas, automaticamente, nível por nível, até o total da obra.
Linha-folha
É o serviço de verdade, com unidade, quantidade e custo unitário. É onde o orçamento realmente acontece.

As colunas da planilha são Item, Código, Descrição, Unid., Quantidade, Custo Unit., Custo Total, Preço Unit. e Preço Total. A numeração do item não é digitada — ela se refaz sozinha conforme você cria, move e apaga linhas.

4. Composições e insumos

Uma linha-folha pode ser apenas um valor digitado — ou pode ser uma composição. Composição é o serviço aberto no que ele consome: mão de obra, equipamento, material, serviços de terceiros.

Cada item dentro dela é um insumo, com código, descrição, unidade, quantidade e custo unitário. E aqui está a regra que muda o jeito de trabalhar:

O custo da composição não se digita

O custo unitário de uma composição é a soma dos seus insumos, calculada pelo Quanty. Para mudá-lo, você mexe nos insumos — nunca no resultado. É isso que garante que o número mostrado sempre tenha de onde vir.

Você abre a composição a partir da própria linha da planilha, edita os insumos e volta. O custo do serviço, da etapa e da obra inteira se recalcula na sequência.

5. Do custo ao preço: o BDI

Custo é o que a obra consome. Preço é o que vai na proposta. Entre os dois está o BDI, montado na aba de mesmo nome.

O Quanty trabalha com dois BDIs no mesmo orçamento:

  • BDI principal — o percentual que vale para a maior parte da obra.
  • BDI diferenciado — um segundo percentual, para os itens que merecem tratamento à parte (fornecimento de equipamento, por exemplo).

E cada linha escolhe qual dos dois usar. Não é um BDI único aplicado no rodapé: é uma decisão linha a linha, e a planilha mostra custo e preço lado a lado para você enxergar a margem enquanto monta.

6. A Curva ABC

A aba Curva ABC junta os insumos de todas as composições do orçamento e os ordena por peso no custo total, com o percentual de cada um e o percentual acumulado.

É a resposta para "onde está o dinheiro desta obra". Costuma revelar que um punhado de insumos responde pela maior parte do custo — e que é neles que vale negociar.

A classificação (A, B ou C) de cada item pode ser ajustada por você na própria tabela, e a curva inteira pode ser exportada em planilha.

7. Bases de composições

Ninguém monta toda composição do zero, toda vez. Em Bases e Acervos ficam os catálogos de composições que alimentam seus orçamentos.

Uma base pode ter três alcances:

AlcanceQuem enxerga
PrivadaSó os usuários da sua empresa. É onde ficam as composições que são o seu diferencial.
PúblicaTodas as empresas, mantida pelo acervo do Quanty.
AssinaturaEmpresas com a assinatura daquele acervo habilitada.

Trazer a sua tabela para dentro do Quanty

Bases se alimentam por importação de planilha. Você aponta o arquivo, o Quanty mostra o que entendeu de cada coluna e você confirma antes de gravar — vale para o acervo que hoje está num Excel na sua rede e para a tabela de um cliente.

Depois de importada, a base é sua para navegar, buscar, editar em massa e reaproveitar em qualquer orçamento.

8. Quantitativos do modelo BIM

Esta é a parte que separa o Quanty de uma planilha. Se a obra tem projeto em BIM, a quantidade dos serviços pode vir do modelo, em vez de ser medida à mão.

Funciona assim:

  1. Você sobe o arquivo IFC na aba BIM. Ele aparece num visualizador 3D dentro do próprio Quanty.
  2. Cria uma memória de cálculo: escolhe o que entra na conta (uma categoria de elementos, com os filtros que você quiser) e como o número é obtido.
  3. Vincula a memória a uma linha da planilha. A quantidade daquele serviço passa a vir dali — e fica destacada, para você saber que não foi digitada.
Por que isso vale a pena

Quando o projeto é revisado, você troca o arquivo do modelo e as quantidades se refazem, em vez de você refazer o levantamento. E, se um escopo deixou de existir no modelo novo, o Quanty avisa em vez de silenciosamente mudar o número.

As memórias de cálculo de todos os modelos podem ser exportadas num relatório em planilha — que é, na prática, a memória de cálculo do orçamento pronta para anexar.

9. Equipe, marca e rastro

  • Vários usuários por empresa, trabalhando sobre o mesmo acervo de orçamentos e bases.
  • Auditoria de atividades: fica registrado quem mexeu em quê — útil quando um número muda e ninguém lembra por quê.
  • Whitelabel: cores e logo do sistema personalizados com a identidade visual da sua empresa.

10. O que sai dali

O orçamento não fica preso na plataforma:

  • Planilhas — o orçamento, a curva ABC e o relatório de memórias de cálculo em arquivo editável.
  • Power BI — conjuntos de dados prontos para painel: planilhas, rótulos, curva ABC, BDI e composições, acessados por um token pessoal que você gera na sua conta.
  • Assistentes de IA — o Claude e o ChatGPT podem ler e editar seus orçamentos, bancos de composições e memórias de cálculo conversando em português.

11. Por onde começar

O caminho mais curto até enxergar o produto funcionando, na primeira vez:

  1. Crie um orçamento e monte meia dúzia de linhas — uma agrupadora e algumas folhas, só para pegar a forma da hierarquia.
  2. Digite o custo unitário direto em uma delas. Veja o total da obra fechar sozinho.
  3. Transforme outra linha em composição e coloque dois ou três insumos. Repare que o custo unitário dela passa a ser calculado.
  4. Monte o BDI e marque uma linha como Diferenciado, para ver a coluna de preço reagir.
  5. Abra a Curva ABC e veja onde está o dinheiro do seu orçamento.

Com isso você já percorreu o miolo do Quanty. As bases de composições e o BIM entram quando o orçamento cresce e o levantamento manual começa a pesar.

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Ficou alguma dúvida? Escreva para contato@b2builder.com.br.